Discutir o contrato apenas no aniversário da apólice pode ser tarde demais. A gestão da sinistralidade começa com decisões estratégicas tomadas na elaboração do orçamento do próximo ano. Entre as opções que ficam na mesa, está a implantação da Coparticipação em Percentual, como controle de utilização ou para reduzir custos.
Todos os anos, as áreas de Recursos Humanos e Financeiro enfrentam um dos momentos mais importantes do planejamento empresarial: a construção do orçamento para o ano seguinte.
Enquanto esse planejamento é realizado entre julho e setembro, muitas empresas deixam para discutir o plano de saúde apenas quando recebem a comunicação do reajuste da operadora, que normalmente ocorre 30 dias antes de as novas taxas serem aplicadas. Nesse momento, parte do orçamento já precisa ser revisada e as alternativas costumam ser limitadas, como reduzir a rede credenciada ou absorver um aumento significativo de custos.
O problema nem sempre está na operadora. Em muitos casos, está no momento em que a negociação acontece e na estrutura do benefício oferecido.
O custo do plano de saúde está diretamente relacionado à sinistralidade, que, por sua vez, reflete o padrão de utilização da assistência pelos beneficiários. Por isso, uma das ferramentas mais eficientes para promover o uso consciente do benefício é a Coparticipação.
A palavra “coparticipação” ainda desperta resistência em algumas empresas, principalmente por experiências anteriores com modelos baseados em cobranças fixas que acabavam desestimulando até procedimentos essenciais.
Na Castro & Vidigal, podemos recomendar modelos mais aderentes e equilibrados, que, dependendo da operadora, poderão ser a Coparticipação em Percentual com Teto Limitador.
Na prática, quando um colaborador utiliza determinados serviços, como consultas ou exames, ele participa com um percentual previamente definido do custo do procedimento. Ao mesmo tempo, é estabelecido um limite máximo de cobrança para evitar impactos financeiros relevantes em situações de maior complexidade.
Esse modelo incentiva um uso mais consciente da rede credenciada sem comprometer o acesso aos cuidados necessários. Diversos estudos mostram que mecanismos de coparticipação podem contribuir para a redução da sinistralidade quando estruturados de forma adequada.
Quando implantada, essa estratégia permite que a empresa chegue ao período de negociação com indicadores mais consistentes, ampliando seu poder de argumentação junto à operadora e criando melhores condições para negociar o reajuste.
A gestão da saúde corporativa não se resume à contratação de um benefício. Ela envolve gestão de risco, planejamento e desenho estratégico da assistência.
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